domingo, 25 de abril de 2010

O Desafio de Amar

"Por que será que esperamos tão pouco de nós mesmos, mas estabelecemos padrões tão elevados para o nosso cônjuge? A resposta é difícil de engolir. Somos todos egoístas.
Quando um marido coloca os seus interesses, desejos e prioridades à frente de sua esposa é sinal de egoísmo. Quando uma esposa reclama constantemente sobre o tempo e a energia gastos
em suprir as necessidades de seu marido, é sinal de egoísmo.
Mas o amor "não busca os seus próprios interesses" (1 Coríntios 13:5). Os casais apaixonados - aqueles que vivem o pleno propósito do casamento - são inclinados a cuidar bem do outro ser humano, falho, que eles escolheram para compartilhar a vida. É por isso que o amor
verdadeiro busca maneiras de dizer "sim".
Um aspecto irônico do egoísmo é que mesmo as ações generosas podem ser egoístas se o objetivo for vangloriar-se ou receber alguma recompensa. Se você faz algo, ainda que bom, para manipular seu marido ou sua esposa, você ainda está sendo egoísta. Na verdade, o ponto principal é a sua decisão entre amar os outros ou amar a si mesmo.

O amor não se satisfaz senão na felicidade do outro. Você não pode agir com amor e ao mesmo tempo com egoísmo. Escolher amar o seu marido ou a sua esposa lhe levará a dizer "não" aos seus desejos, para que você diga "sim" à necessidade do outro. Isso é colocar a felicidade do seu (sua) companheiro (a) acima da sua própria vontade. Não significa que você nunca vai experimentar a felicidade, mas significa que você não negará a felicidade do seu cônjuge para vivê-la você mesmo.

O amor também leva a uma alegria interior. Quando você prioriza o bem-estar do seu cônjuge, uma satisfação interior, que não pode ser adquirida através de ações egoístas, nasce dentro de você. Esse é um benefício criado por Deus e reservado para aqueles que verdadeiramente demonstram amor. A verdade é, quando você renuncia aos seus interesses em benefício do seu marido ou da sua esposa, você tem a chance de se sacrificar pelo propósito maior do casamento.
Ninguém lhe conhece tão bem como o seu cônjuge. E isso significa que ninguém reconhecerá tão rápido a mudança, quando você começar a sacrificar, deliberadamente, os seus desejos e vontades para se assegurar de que os desejos dele estão sendo satisfeitos. Se você acha difícil
sacrificar seus próprios desejos para beneficiar seu cônjuge, então você tem um problema mais profundo com o egoísmo do que imagina.

Goste ou não, você tem uma reputação aos olhos das pessoas que estão ao seu redor, especialmente aos olhos do seu cônjuge. Mas essa é uma reputação amorosa? Lembre-se, o (a) seu (sua) companheiro (a) também tem o desafio de amar uma pessoa egoísta. Então, seja o
primeiro a demonstrar amor verdadeiro, com os seus olhos bem abertos. E quando tudo for dito e feito, ambos se sentirão mais satisfeitos.

"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considere os outros superiores a si mesmos" (Filipenses 2:3)."


(Trecho do livro "O Desafio de Amar" apresentado no filme "À Prova de Fogo")


sexta-feira, 9 de abril de 2010

Surpreendendo-me!!!


Às vezes quando tudo parece perdido, quando parece que nossa vida foi invadida por dilúvio, quando parecem que nos arrancam das mãos a felicidade, acontecem pequenas coisas que mudam nossa visão e acabamos percebendo que temos mais força do que supunhamos e mais motivos pra sorrir do que antes achávamos ter!

É... simples assim... A felicidade é fácil de se possuir, só que muitas vezes pra não dizer quase sempre no meu caso, não nos permitimos ser feliz, não abrimos os olhos e ouvidos pra perceber quão lindo e apaixonante pode ser nossa vida!
Como diz meu pai: "Às vezes Deus fecha uma porta, e ficamos parados diante dela, lamentando por ela ter fechado por tanto tempo e com tanta intensidade, que deixamos de ver a enorme janela cheia de luz que está escancarada ao nosso lado, simplesmente por não olhar para o lado."

Ninguém diz que é fácil e não é... Quem disser que é fácil mente para os outros e para si mesmo principalmente! Mas podemos torná-lo menos sofrido se apenas nos permitirmos ser feliz...

É isso aí... eu me permito!

"Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos

Mesmo sem se sentir

E não há tempo que volte amor

Vamos viver tudo o que há pra viver

Vamos nos permitir..."


E a gente se engana quando pensa que não vai sorrir outra vez...


quinta-feira, 8 de abril de 2010

E a história se repete...


Libertação

"Quanto tempo leva para "digerirmos" o término de um relacionamento? Quando falo em digerir, digo realmente arrancar do corpo qualquer vestígio do outro. Arrancar o cheiro, a lembrança do jeito, do corpo. Esquecer das mãos, dos toques pessoais, esquecer dos detalhes do corpo, pêlos, pele quente, cabelo, respiração, saliva, sabor e tudo mais que é impossível de se imitar, de encontrar igual em outro que não seja o original.
Por mais que de início isso pareça um tanto carnal demais, eu encaro como a falta mais sincera, pois momentos bons são passíveis de repetições, risadas também se repetem, beijos também, mas o corpo, os sinais que só o corpo pode mostrar, sem mentiras, sem fingimento, isso sim é único e incomparável. O corpo não mente, ele mostra descaradamente aquilo que não falamos e queremos esconder. O corpo grita nossos sentimentos e sensações que aflitamente abafamos.
Qual o prazo normal para arrancarmos essas lembranças da nossa mente? Depois de quantos dias essas lembranças e sensações deixam de habitar nossos sonhos nos deixando com o peito apertado e com uma angústia constante e teimosa ao acordar?
Achei que as coisas seriam fáceis... conhecia muito bem a teoria... mas acabei traída pelo meu corpo, pela minha mente que se liberta no único momento em que não a domino... meus sonhos."

Texto escrito e publicado por mim em 19/12/2007.