terça-feira, 10 de junho de 2008

Esse mundo tá perdido!

Por que na era atual é tão habitual e até justificável a infidelidade?
As pessoas não se julgam infiéis, pois não pactuam o compromisso da fidelidade com ninguém, afinal como ser fiel com alguém sem nutrir nenhum sentimento real por essa pessoa? Ou sem sequer conhecer um sentimento capaz de despertar a total entrega ao outro e apenas ao outro?
Estamos na era da banalização. Banalização da conquista, banalização do toque, banalização do sexo e até dos sentimentos. As mulheres, que eram alvos fáceis desses homens “descartantes”, sempre se encaixaram perfeitamente na posição de vítimas de corações partidos, mas depois, com apenas um pedaço do coração, essas mulheres partiram pro ataque! Agora elas também usam, banalizam, exploram, sem nenhum tipo de apego, sem nenhum compromisso findado. Pronto! Sem vítimas, todos felizes! Será?
Por que agora, com os dias dos namorados chegando, alguns solteiros vagam pelas ruas com um semblante de nostalgia, como se fossem um bando de zumbis postos a lembrar dos seus relacionamentos passados? É óbvio! Lembram dos relacionamentos passados, pois é a última lembrança de afeto que possuem, mesmo que tenha sido há anos, mesmo que no momento estejam curtindo e usando pessoas por aí. A diferença está no carinho, na preocupação com o bem-estar do outro que não existe nessas pegações corriqueiras.
Cada vez mais a população se dá sem se entregar. Apesar de ser mais fácil o envolvimento físico, é muito mais difícil o envolvimento emocional. As pessoas não se entregam mais, têm medo de se envolver e se machucar.
Diante da facilidade do carnal e da dificuldade do emocional, aquelas pessoas que descobrem o amor não se permitem arriscá-lo por um corpo qualquer, afinal é só chutarmos uma pedra que sairá debaixo dela centenas de transas fáceis, tanto pra homem quanto pra mulher, mas amor, cuidado, a certeza de ter alguém zelando pela tua felicidade, alguém disposto a te fazer feliz, isso sim é raríssimo de se encontrar.