quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Libertação

Quanto tempo leva para "digerirmos" o término de um relacionamento? Quando falo em digerir, digo realmente arrancar do corpo qualquer vestígio do outro. Arrancar o cheiro, a lembrança do jeito, do corpo. Esquecer das mãos, dos toques pessoais, esquecer dos detalhes do corpo, pêlos, pele quente, cabelo, respiração, saliva, sabor e tudo mais que é impossível de se imitar, de encontrar igual em outro que não seja o original.
Por mais que de início isso pareça um tanto carnal demais, eu encaro como a falta mais sincera, pois momentos bons são passíveis de repetições, risadas também se repetem, beijos também, mas o corpo, os sinais que só o corpo pode mostrar, sem mentiras, sem fingimento, isso sim é único e incomparável. O corpo não mente, ele mostra descaradamente aquilo que não falamos e queremos esconder. O corpo grita nossos sentimentos e sensações que aflitamente abafamos.
Qual o prazo normal para arrancarmos essas lembranças da nossa mente? Depois de quantos dias essas lembranças e sensações deixam de habitar nossos sonhos nos deixando com o peito apertado e com uma angústia constante e teimosa ao acordar?
Achei que as coisas seriam fáceis... conhecia muito bem a teoria... mas acabei traída pelo meu corpo, pela minha mente que se liberta no único momento em que não a domino... meus sonhos.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

"Há dias em que a solidão é um vinho que nos embriaga de liberdade; há outros em que é um tônico ácido e amargo; e há ainda outros em que é um veneno que nos faz bater a cabeça na parede."

(Autor desconhecido)


"É claro que foi importante para mim toda aquela experiência intelectual. Mas eu diria que fui salvo pela mulher."

(Vinícius de Moraes)