sexta-feira, 27 de abril de 2007

O mundo e a estrela...

Na mesma família, mesma herança genética, mesmos descendentes, porque tratamento diferente?
Por que pra uns o mundo e pra outros apenas uma estrela? O que faz com que os "outros" mereçam menos? Qual seria o quesito avaliado para condenar os "outros" a serem menos merecedores? Se de repente os "outros" soubessem o quesito, poderiam mudá-lo, melhorá-lo para merecer um mundo também e assim se sentirem iguais e não menos.

A dor provém do sentimento (ou ausência) característica por trás desses atos e não no mundo ou na estrela propriamente dita! Não é pelo fato do mundo ser mais que dói, mas pelo fato que o sentimento deve ser maior para que uns mereçam o mundo e menor para que outros mereçam a estrela! E na agonia em não entender onde se está agindo errado para merecer menos, pois se soubessem onde está o erro, talvez o mudaria para merecer sentimento igual.

A dor provém em tentar agir sempre da melhor maneira possível, em ser a melhor pessoa possível, em superar todas as expectativas, em proporcionar orgulho na esperança que assim mereça sentimento igual, mas nada faz com que isso mude... Por mais que nos desdobremos de todas as formas para conseguir superar expectativas, para não frustrar ninguém, nada disso muda essa situação!

É como se fosse uma obsessão! Onde tudo gira em torno de merecer o mundo pelo menos uma vez também, porque daí saberíamos que pelo menos uma vez teríamos sido merecedores de sentimento igual. Mas esse dia não chega... nunca chega.

E por que uma pessoa que chega depois, de repente, começa a merecer o mundo? Por que alguém que chega anos depois se torna merecedora de sentimentos maiores que nós lutamos tanto pra merecer? Por que ela é chamada de filha sem o ser? Por quê?

Sabe de onde a dor provém? A dor está em saber com a mesma certeza de que o oceano é salgado, a noite escura e a chuva fria que por mais que tento (e tento!) ele nunca saberá do meu caráter, nunca saberá da minha personalidade, dos meu desejos e planos... Nunca poderá dizer: "Tenho certeza que ela não faria isso!"
A dor está em saber que ele jamais saberá que eu não o decepcionaria, que ele nunca poderá dizer que me conhece melhor do que ninguém, porque simplesmente ele que deveria, não me conhece!

A dor não está no mundo ou na estrela em si, a dor está no sentimento (ou ausência) por trás disso... E dói! (E por mais que queira muito, acho que nunca deixará de doer...)

Um comentário:

Leo Camargo disse...

Ih maninha... Senti uma pontinha deprê aí... Sai dessa, abre uma Skol que tudo se resolve! Mas só uma ou duas, tá? =)

Muitas vezes uma estrela é muito mais linda quando está só. Quanto maior o número de estrelas, menor o brilho de cada uma delas! Think about it. ;)

Beijão!