sexta-feira, 30 de março de 2007

Álibi

Quem ainda ousa mentir?(Ou seria quem não mente?) E pior, quem ainda justifica uma mentira? Ora, não devemos dizer somente a verdade? Não é isso que nos ensinam de pequenos?!
A mentira sempre foi uma fuga, desde os tempos de Cleópatra até hoje, afinal Júlio Cezar não mentiu amar Cleópatra apenas para apossar-se do Egito? Certamente era para um bem comum (o de Roma). E se é para um bem comum, então vale; é o que pensa Platão: “Em outras situações, a mentira diminui e macula a alma. Mas ela é permitida quando proferida no interesse do Estado”. Interessante, é só convencer que é para um bem comum e teremos um excelente álibi pra mentir por aí! Certamente Hittler pensava o mesmo, ele até dizia que uma mentira dita cem vezes torna-se verdade (meio ousado).
Vivemos num mundo de mentira, às vezes lutamos por um objetivo falso, mentiroso. Guerras aconteceram baseadas em mentiras, Hittler dizia querer vingar a Alemanha. Na verdade, queria vingar seu próprio fracasso, queria ser superior, nem que fosse pela raça. Os políticos que prometem mundos e fundos nos palanques, apenas para convencer o povo de que são sinceros e poder embolsar milhões às nossas custas e de quebra posar de heróis por aí.
O que faz uma pessoa mentir? A covardia, o medo... Medo da repressão, do fracasso, da verdade...
Encarar a verdade é difícil, acredite.
Encarar a mentira é confortante, é cômodo, é a vida...

domingo, 25 de março de 2007

Be Free!!

(Escrevi esse texto há uns anos atrás...
Alguns textos que eu postei são antigos, mas conforme for esgotando meu acervo eu crio outros! hehe)


Eu sempre escrevi sobre momentos de minha vida e coincidentemente sempre eram textos dramáticos falando do amor. Para quem os lesse, certamente concluiria que eu era uma pessoa totalmente frustrada nos assuntos do coração. E seria uma conclusão errada, não que eu seja super resolvida nisso, mas passo longe de frustração.
Mas o grande lance é que eu sempre escrevo sobre os mais profundos sentimentos, aquelas dores guardadas a sete chaves. Por isso concluo que eu há um bom tempo atrás até poucos dias era uma pessoa depressiva, mas no decorrer no dia-a-dia eu não percebia, até porque eu tinha momentos de alegria. Mas enfim, hoje concluo esse fato não muito feliz, possa se dizer.
Mas por que falo tudo isso? Falo porque hoje, pela primeira vez vou escrever da minha vida! (mas isso não é novidade), vou falar positivamente da minha vida!!!
Hoje percebi de verdade que valorização da vida não pode estar só nas palavras guardadas para discursos de aceitação, feitos normalmente com o objetivo de impressionar as pessoas a sua volta, mas sim deve-se viver e pensar realmente que a vida é a maior dádiva do ser humano, o maior tesouro do universo, não existem palavras suficientes para descrever a beleza de viver!
A beleza de termos uma carcaça somente nossa, uma capa onde fazemos o que quisermos.
A beleza de também termos um cérebro, onde podemos deixá-lo vazio ou recheado.
A beleza de termos o livre-arbítrio.
A beleza de sermos rodeados de seres semelhantes a nós, que denominamos “amigos”.
A beleza de sentirmos o nosso corpo responder a um grande amor.
A beleza de não só termos, mas também sentirmos de fato o coração bater forte e rapidamente.
A beleza de sentir o corpo tremer sem que queiramos, apenas movido pela intensidade de um sentimento.
Meu Deus eu poderia ficar até amanhã escrevendo todas as belezas que possuímos, e ainda assim existem muitas pessoas que não cansam de reclamar da vida que possuem!
Eu sou da opinião que enquanto houver um coração batendo bem forte, a vida sempre valerá muito a pena!!!


sexta-feira, 23 de março de 2007

Sabe o que diz!!!

Há um brilho de faca onde o amor vier
e ninguém tem o mapa da alma da mulher.
Ninguém sai com o coração sem sangrar ao tentar revê-la,
um ser maravilhoso entre a serpente e a estrela.
Um grande amor do passado se transforma em aversão
e os dois lado a lado corroem o coração.

Não existe saudade mais cortante que a de um grande amor ausente
dura feito diamante corta a ilusão da gente.
Toco a vida pra frente fingindo não sofrer
mas no peito dormente espera um bem querer.

E sei que não será surpresa se o futuro me trouxer... O passado de volta num semblante de mulher...

(Zé Ramalho - Entre a Serpente e a Estrela)

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Numa luta de gregos e troianos por Helena, a mulher de Menelau conta a história que um cavalo de pau terminava uma guerra de dez anos.
Menelau, o maior dos espartanos venceu Páris o grande sedutor, humilhando a família de Heitor em defesa da honra caprichosa.

Mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor...


A mulher tem na face dois brilhantes condutores fiéis do seu destino, quem não ama o sorriso feminino desconhece a poesia de Cervantes.
A bravura dos grandes navegantes enfrentando a procela em seu furor. Se não fosse a mulher mimosa flor a historia seria mentirosa.

Mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor...

Virgulino Ferreira, o Lampião, bandoleiro das selvas nordestinas sem temer a perigo, nem ruínas foi o rei do cangaço no sertão. Mas um dia sentiu no coração o feitiço atrativo do amor, a mulata da terra do condor dominava uma fera perigosa.

Mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor...

Mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem germer sem sentir dor...

(Zé Ramalho - Mulher nova, Bonita e Carinhosa Faz o Homem Gemer Sem Sentir Dor)

Certeza

Como é possível sentir falta de algo que nunca se teve?
Como, e se é possível, não sei, mas sinto e revolto-me com isso.
Jamais usufruirei disso e jamais será sincero.
É como se existisse um vazio em mim, incapaz de ser preenchido.

Como é possível eu não tocar você?
Será que não sentes minha falta como sinto a tua?
Será que não percebes que minha rispidez é só porque sofro por ti?

Já não luto mais... em vão.
Apenas permito que a vida siga.
E respiro e considero, não sem dor, mas com a certeza de ter um pai.


quinta-feira, 22 de março de 2007

Tsc tsc!




Que coisa feia né! A pessoa cria um blog, posta três textos já e nem se apresenta!!! Que falta de educação! Minha mãe me xingaria se soubesse... Mas enfim!

Sou Daniele Buzatta, uma criatura meiga segundo meu inteligentíssimo professor de terças à noite! Tenho míseros 19 anos. Tenho personalidade forte apesar de às vezes não demonstrar... Sou em parte responsável, pois estudo! ... mas não trabalho! (por isso o tempo pra isso aqui), mas não mereço menos admiração só pq tenho tempo pra usar um banheiro durante o dia por exemplo!! (sim, às vezes sou revoltada e egoísta)!!!

Deixe-me ver oq mais... humm

Gosto muito de dança, música, ritmo!!! Natureza, vida, animais, não suporto nenhum tipo de crueldade com os bichanos! Gosto de pessoas extrovertidas, de bom humor, que não vivem reclamando da vida se vitimizando e julgando-se as únicas passíveis de problemas! Gosto de pessoas que acrescentam algo numa conversa, que me faz pensar! Enfim gosto daquilo que uma pessoa "normal" (se é que isso existe?)gosta!

AMO muito meus amigos, LIBERDADE. Não posso ver ninguém mal, defendo fervorosamente meus amigos e minha família!!!

Ah! Sou muito sincera e leal, ou seja, odeio pessoas falsas e efusivas!!!!

Sou boa pessoa! rsss

Ei, eu não mordo ok? A não ser que me peçam!!!

terça-feira, 20 de março de 2007

Ah, se pudesses...

Ah, se meus olhos tirassem fotos...
Poderia mostrar-te o que vejo, o que percebo e o que sinto.
E você, aí onde estás, poderia ver e sentir o que eu sinto.
E assim... sentindo o que eu sinto... quem sabe você entenderia o que se passa em meu íntimo.
E entendendo o que se passa, quem sabe você encontrasse a solução pro meu desatino!

Ah, se minha boca armazenasse os sabores que provo...
Poderia senti-los também!

Ah, se minha pele pudesse registrar o que se passa com ela...
Todos os toques, arrepios e calafrios. Sensações mil.
Você agüentaria?

Ah, se pudesses ouvir o que ouço...
Estarias mais perdido do que eu.
Gritarias por socorro... assim como eu!

Ah, se pudesses sentir o aroma daquilo que sinto...
Suas angústias se esvairiam feito pó.
Seu dia teria mais cor, mais graça, mais vida num simples aspirar.
E terias a sensação de renovação quando uma flor sentisse perfumar...

“Transfere pro meu corpo seus sentidos pra eu sentir a sua dor, os seus gemidos e entender porque quero você!”


Quem ama...


Quem ama não tem ciúme, porque vê nos olhos da pessoa amada, que é e sempre será o grande amor de sua vida e que não tem olhos para outra pessoa.
Quem ama, fala com o olhar. Sente e pressente algo ruim com seu amor mesmo à distância.
Quem ama, vê nos olhos da pessoa amada os filhos que irá ter. Quem ama, trata seu amor como se fosse um instrumento raro, a quem só a ele pertence, e precisa ser protegido como se fosse sua certeza de sobrevivência.
Amar é cruzar estradas distantes e opostas em uma única só estrada...

Últimas Palavras

A chuva que caía lá fora era o bastante para me fazer pensar... Novamente.
A madrugada adentrava na noite que se seguia triste e tépida e a lua clara e brilhante, como se fosse a última gota de esperança e vida naquela imensidão negra, insistia em olhar-me e suplicar-me a vida pela janela.
Nada podia outra coisa fazer, se não olhá-la e ignorá-la pela sua frustrante tentativa.
Contarei-vos, portanto, o que se passara a mim:
Minha vida, nada mais era do que um simples capricho da existência. Eu não vivia, apenas existia e não sabia disso.
Acreditava que as coisas que me agradavam eram realmente merecedoras de minha alegria. Mal imaginava eu o quanto me enganava. Eu não sabia viver, pois não tinha por que o fazer.
Todo o universo de devaneios que circundava minha vida veio, pois então um dia a
chocar-se com a realidade. Era a realidade mais linda que pudera suportar! Já o amava...
O peito doía de tanto amor, as lágrimas rolavam de tanta emoção, poderia eu agora viver! Sem que me percebesse, fiquei eu ali a observar-lhe, por um tempo que para mim durou uma vida e que na verdade não se passara um segundo.
Passei a procurá-lo nas ruas, a segui-lo em pensamento como que num ato de extremo desespero. Poderia morrer se assim ele quisesse!
Uma noite, estava eu a contemplar as estrelas, como que procurando nelas um olhar de compaixão que viesse do meu amado. Foi quando olho a minha frente e o vejo observando-me com um quê de curiosidade que podia destruir-me por dentro de tanta felicidade! Se pudesse, nesse momento fazer a Deus um único pedido para toda a minha existência, não hesitaria, desejaria que congelasse esse momento por alguns instantes, para fazer-me o ser mais feliz de todo o universo.
Olhei-o novamente e o vi aproximar-se de mim, seus olhos fitavam o meu, fazendo me arder o coração e sangrar-me a alma.
Estávamos os dois envolvidos por uma magia interestrelar e podíamos jurar eterno amor. Nos olhamos profundamente, como que observando a alma de seu amor e nos beijamos como que selando um juramento de amor eterno. Poderia morrer naquele momento que nada mais me faltaria!
Ele era lindo! Encantador! Único! Trazia nos olhos a vivacidade do amor e nos lábios o alimento e o veneno que ora me alimentava, ora me profanava. Seus olhos tão pequenos e brilhantes eram espinhos que penetravam minha alma e meu coração, provocando-lhes um sangrar invisível, um sangrar tão intenso e amoroso que nunca tinha fim! Seu sorriso maravilhava qualquer ser desse planeta e me jogava para fora da realidade, me atirando na dimensão do amor eterno...
O clarão do relâmpago não era mais intenso do que o que eu sentia em seus braços! O som do trovão não era mais ensurdecedor e intenso do que o bater do meu coração quando me via a seu lado!
Esse amor era mais intenso do que a minha própria vida. E morreria por ele! E morreria feliz como nunca ninguém morreu! Eu o amava mais do que o próprio amor! Viveria na mais absoluta miséria do seu lado, sendo a mais afortunada dos mortais e imortais.
Porém não foi esse o desejo do destino...
No país, naquele mesmo período, estourava-se uma guerra! A mais forte e impiedosa que já se teve notícia, e meu amado, meu pobre anjo tivera que partir com ela! Não suportava a idéia de perdê-lo, não aceitava ver-me longe dele. Ele era minha luz, meu ar, sem ele certamente morreria.
Porém não havia o que se fazer e ele teve que partir...
É essa, pois então, a sina que me acompanha e vela meus tristes dias, pois soube através de um papel impiedoso e cruel, que meu amado morrera em combate e dizia que só ainda respirava aquele ar coberto de dor e sangue, por um amor complacente que o aguardava em vida e o motivava em sonhos...
Neste momento a minha dor foi tanta que meu coração se despedaçou de tal maneira que será impossível reaproveitar qualquer pedaço dele. Somente eu sabia o que se passava no meu íntimo, me encontrava como a mais fraca dos mortais, tão fraca que ninguém poderia saber. Neste momento compreendi que meu amor seria imortal!
O que ontem me fazia divertir, o que me trazia conforto, hoje são as coisas que não me atraem, que me trazem dor e que se tornaram minha vida. Tornei-me um vegetal, imóvel, vivendo de lembranças e sonhos...
Deste amor oculto, não saberás jamais!
Se te amo, e como, e a quanto extremo chega não poderei dizer-te.
Hoje, meu mundo é deserto! É preenchido com uma gelada e insuportável escuridão, da qual faz questão de me assombrar todos os dias. Pessoas desistiram de erguer-me os olhos, apenas os astros ainda o tentam e se pudessem sentir o que sinto, a luz deles apagaria de tanto vazio e frieza que pertence a minha alma.
A luz não existe onde estou... As lágrimas são secas, elas caem de dentro da minha alma perdida.
De todas as mágoas que você pode imaginar ter sentido, nenhuma sequer chegou aos pés de minha lúgubre existência.
A morte é meu fardo...
No sangue meu corre apenas o perfumar do teu cheiro. E como a escuridão do anoitecer se sente a minha alma.
Há de chegar o tempo em que viveremos só de amor e nesse tempo não viverei mais do meu corpo físico.
A chuva que insiste em cair lá fora, como que para abençoar nossa existência, me faz companhia nesta noite fria.
Eu te amo, meu amor! Mas do que isso me adianta? Hoje o que faço é esperar um sinal de compaixão dos céus, para que me levem para junto de ti.
Queria poder ter lhe dito o quanto o amava!
Porém, sei que lá onde a dor se esquece... Onde a luz nunca falece... E onde o prazer sempre cresce...
Lá tu saberás que te amei!