quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Libertação

Quanto tempo leva para "digerirmos" o término de um relacionamento? Quando falo em digerir, digo realmente arrancar do corpo qualquer vestígio do outro. Arrancar o cheiro, a lembrança do jeito, do corpo. Esquecer das mãos, dos toques pessoais, esquecer dos detalhes do corpo, pêlos, pele quente, cabelo, respiração, saliva, sabor e tudo mais que é impossível de se imitar, de encontrar igual em outro que não seja o original.
Por mais que de início isso pareça um tanto carnal demais, eu encaro como a falta mais sincera, pois momentos bons são passíveis de repetições, risadas também se repetem, beijos também, mas o corpo, os sinais que só o corpo pode mostrar, sem mentiras, sem fingimento, isso sim é único e incomparável. O corpo não mente, ele mostra descaradamente aquilo que não falamos e queremos esconder. O corpo grita nossos sentimentos e sensações que aflitamente abafamos.
Qual o prazo normal para arrancarmos essas lembranças da nossa mente? Depois de quantos dias essas lembranças e sensações deixam de habitar nossos sonhos nos deixando com o peito apertado e com uma angústia constante e teimosa ao acordar?
Achei que as coisas seriam fáceis... conhecia muito bem a teoria... mas acabei traída pelo meu corpo, pela minha mente que se liberta no único momento em que não a domino... meus sonhos.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

"Há dias em que a solidão é um vinho que nos embriaga de liberdade; há outros em que é um tônico ácido e amargo; e há ainda outros em que é um veneno que nos faz bater a cabeça na parede."

(Autor desconhecido)


"É claro que foi importante para mim toda aquela experiência intelectual. Mas eu diria que fui salvo pela mulher."

(Vinícius de Moraes)

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Bem explicadinho tudo se aceita

... Intolerância nada mais é do que a conclusão de que relevar certas coisas na verdade são tentativas frustradas de tentarmos ser e aceitar aquilo que nos parece absurdo e nos trazendo uma insuportável sensação, que nada mais é do que o fato de estarmos indo contra nossos princípios! ...

sábado, 17 de novembro de 2007

Textinho antigo!

Aconteceu ao acaso...
Por medo, tentei impedir que seguisse adiante. É como se um escudo de insegurança se acionasse a cada chance de amar.

Por que faço isso?
Não sei, apenas sei que tenho medo de amar.
As chances que surgem são dispensadas como se fosse a certeza do meu fim.

No fundo sei que se me apaixonar, será o meu fim...
Viverei intensamente esse amor, de uma maneira tão insaciável que certamente acabará afastando-o de mim.

Não o quero longe! Por isso não quero amar-te!

Sou tão só...
Sei que a culpa é minha;
Mas que mal há em sonhar?!

A desilusão foi tão desesperadora que não quero vivê-la novamente.
Tranquei meu coração a sete chaves privando-o de ser livre, privando-o de sonhar...

Me desespera vê-lo triste...
Não quero magoar-te por causa dos meus medos.

Peço-te desculpas, mesmo sabendo que nada muda, porque não esquecemos o que nos magoa.

Talvez um dia eu viva esse sonho!
Talvez ele se concretize...

Mas se isso não vier a acontecer,
será fácil esquecer-te!
Basta não olhar o céu!
Basta não lembrar o mar...

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Adorei

Clica na imagem pra aumentar o tamanho... vale a pena

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Autobiografia

Admito! Não gosto muito de ler! Não sou aquela pessoa que larga qualquer coisa pra ler um livro. Gosto sim de poesia, mas nada de ler estantes de livros. Porém... não pude resistir ao chamado de um livro!

Estava eu, numa tarde, sozinha na clínica com a companhia de uma música, café e pensamentos... e um livro, que estava há dias na mesa e eu o ignorava como se fosse acessório da mesa, até que aquela hora ele olhou pra mim e resolvi explorá-lo! Quando abri as páginas e comecei a ler, já não tinha mais volta. Enquanto ia lendo, as lágrimas iam rolando e parecia que lia um diário meu.

O nome do livro é "A Cidade do Sol" de Khaled Hosseini, mesmo autor de "O Caçador de Pipas".

De início o livro começa contando a história da Mariam, uma jovem menina de 14 anos cujo pai era Jalil e sua mãe Nana. Nana engravidou de Mariam na época em que trabalhava como empregada na casa de Jalil que já tinha suas 3 esposas. Jalil para se livrar do problema, mandou construir uma casa afastada da cidade para Nana e a bastarda morarem e todas as quintas-feiras Jalil ia até a kolba (casa) para visitar Mariam, levar presentes, histórias e a imagem de herói. Nana nunca cansava de prevenir a filha sobre o mau caráter de seu pai, apesar de todas as atitudes dele para com a filha não demonstrarem isso.
No fundo Nana culpava Mariam pela sua frustrante vida. Dizia que ela bastarda e que as mulheres não tinham o direito de serem felizes, muito menos elas.
Nesses trechos mostra um pouco a paixão que Mariam tinha para com o pai:

"Jalil tinha 3 esposas e nove filhos, nove filhos legítimos, e Mariam não conhecia nenhum deles. Era um dos homens mais ricos de Herat. Era dono de um cinema, que Mariam jamais tinha visto, mas que Jalil descreveu para ela depois de muita insistência da menina. Às terças-feiras, segundo lhe disse Jalil, as crianças podiam tomar sorvete de graça na bombonière. Nana ouviu isso com um sorriso de desdém. Esperou ele sair da kolba para dizer, com uma risadinha:
- Os filhos dos estranhos ganham sorvete. E para você, Mariam, o que ele tem a dar? Histórias de sorvete..."

"No entanto, não havia ninguém, mas ninguém mesmo, que ela gostasse mais de ver do que Jalil. A ansiedade começava nas noites de terça-feira. Mariam dormia mal, com medo de que algum problema nos negócios pudesse impedir Jalil de aparecer na quinta, pois, se isso acontecesse, ela ficaria mais uma semana inteira sem vê-lo. Finalmente, na quinta-feira, tudo o que conseguia fazer era ficar sentada, recostada na parede, com os olhos pregados no riacho, esperando. Se Jalil se atrasava um pouco, um medo terrível ia se apossando dela aos pouquinhos, até que sentia as pernas bambas e tinha de ir deitar em algum lugar.
Finalmente, Nana gritava:
- Pronto, seu pai chegou.
Mariam se levantava de um salto assim que o avistava pulando sobre as pedras do riacho.
Quando ele penetrava na clareira, atirava o paletó em cima do tandoor e abria os braços. Só então a menina se mexia, correndo enfim para ele a pegar por baixo dos braços e jogá-la para o alto.
Lá de cima, via o rosto de Jalil ao contrário e Mariam também podia ver a si própria, refletida nos olhos castanhos de Jalil."

"Quando chegava a hora de Jalil ir embora, Mariam ficava parada na porta e o via se afastar pela clareira, infeliz com a idéia daquela semana inteira que, como algo imenso e irremediável, a separava da próxima visita de seu pai. Prendia a respiração e, mentalmente, contava os segundos. Fazia de conta que, para cada segundo que conseguisse ficar sem respirar, Deus lhe daria mais um dia com Jalil."

Quando Mariam estava prestes a completar 15 anos, pediu a seu pai que levasse ela ao seu cinema com seus irmãos. Ele negou na frente da Nana dizendo que o som era ruim e a imagem também e depois escondido combinou com Mariam de pegá-la no dia seguinte ao meio-dia. No dia seguinte, Mariam vestiu a melhor roupinha que tinha, apenas ficou chateada pelos sapatos não combinarem com o lenço na sua cabeça, mas não tinha outro. Ficou esperando sentada e evitou deitar para não amassar seu vestidinho. No horário combinado foi até o lugar combinado cuidando para Nana não ver e esperou... e nada de Jalil aparecer. Até que a menina ao invés de voltar para a kolba, resolve ir pela primeira vez atrás de seu pai na sua casa da cidade, porém Nana nunca consentiria isso, até dizia que morreria se Mariam a deixasse. Mas Mariam foi.
Chegando na cidade, pediu onde ficava a casa de Jalil e foi lá. Quando chegou na frente do portão, pediu pelo seu pai e o segurança disse que ele não estava, que havia viajado e pediu para que a menina fosse embora. Mariam não foi e ficou esperando sentada na frente do portão. Ficou por lá por dois dias, dormindo na rua e recebendo comida da casa de Jalil que os empregados com pena davam. Até que no terceiro dia, o segurança veio dizer para ela ir embora que o próprio Jalil tinha mandado ela ir. Num súbito ela corre por entre os portões da casa e invade o jardim da casa de seu pai e em questão de segundos viu pela janela o rosto assustado de seu pai vendo a menina correndo no jardim. Nesse momento os seguranças a carregaram a muque, enfiaram a menina no carro e a levaram de volta. Mariam chorou o caminho todo por raiva, frustração, pensando em como foi burra por ter se preocupado com a combinação de sua roupinha. Quando chegou em casa viu sua mãe enforcada.
Devido esse fato, Jalil levou Mariam para viver em sua mansão na cidade junto com suas três mulheres e nove filhos. Mariam ficou as primeira semanas trancada em seu quarto e só saia em casos extremos. Até que um dia, uma das esposas de Jalil convidou Mariam a descer pois queriam conversar com ela. O assunto da conversa era um pretendente de 45 anos que haviam encontrado para Mariam e que ela casaria no dia seguinte, solução perfeita para a bastarda enquanto que as outras meninas das esposas estudavam e não eram casadas ainda.
Nesse trecho mostra a indignação de Mariam em relação a seu pai nesse momento:

"- Diga a elas! - Gritou Mariam.
As mulheres se calaram. Mariam sentiu que todas olhavam para Jalil. Esperando. O silêncio tomou conta da casa. Jalil continuou girando a aliança no dedo, com um ar ferido, desamparado no rosto. Lá do armário, o relógio seguia com seu tiquetaque.
- Jalil? - disse enfim uma das esposas.
Ele ergueu o rosto bem devagar, deu com os olhos de Mariam, deteve-se por um instante, e voltou a baixar os seus. Abriu a boca, mas tudo o que fez foi emitir um único e doloroso gemido.
- Diga alguma coisa - insistiu Mariam.
E então, com uma voz sumida, alquebrada, Jalil exclamou:
- Que diabos, Mariam! Não faça isso comigo! - como se fosse ele a vítima naquela situação."

No dia seguinte Mariam casa-se com Rashid. "O homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rashid, um sapateiro de 45 anos."

Na despedida de Mariam para a cidade em que Rashid morava, o marido no ônibus e Mariam frente-a-frente com Jalil pela última vez:

"- Eu o adorava - disse Mariam.
Jalil parou. Cruzou e descruzou os braços. Um jovem casal de indianos passou entre eles: Jalil pareceu agradecido por aquela interrupção.
- Toda quinta-feira, passava horas sentada, à sua espera. Ficava tão preocupada, com medo de que você não aparecesse...
- Pensava em você o tempo todo. Rezava para que você vivesse cem anos. Eu não sabia. Não sabia que você tinha vergonha de mim.
Jalil baixou os olhos, como uma criança grande, e ficou escavando alguma coisa no chão, com os sapatos.
- Você tinha vergonha de mim - repetiu ela.
- Vou visitá-la - balbuciou ele.
- Não! - Não vá! Não vou recebê-lo. Não vá. Não quero mais saber de você. Nunca, nunca mais.
Ele a fitou com um ar sofrido.
- Para nós, tudo acaba aqui. Pode dizer adeus - disse Mariam"

Essa parte do livro mexeu muito comigo pelos motivos que quem me conhece um pouco entende.
Mas o livro também relatou outra situação que me fez reviver e sentir novamente um sentimento que outrora senti.

Já casada, Mariam ao abrir a gaveta do marido se depara com uma foto dele com sua falecida esposa:

"Debaixo deste retrato, havia um outro. Era uma mulher, sentada, e, por trás dela, um Rashid bem mais magro e mais jovem, de cabelo preto. A mulher era bonita, decerto mais bonita que ela, Mariam. Tinha um queixo longo e delicado e cabelo preto repartido no meio. As maçãs do rosto eram proeminentes e a testa delicada. Mariam pensou no próprio rosto, com aqueles lábios estreitos e o queixo comprido, e sentiu uma pontinha de ciúme.
Ficou um bom tempo olhando para aquela foto. Havia algo vagamente perturbador na forma como Rashid parecia se agigantar com relação à esposa, com as mãos pousadas nos ombros dela e um sorriso satisfeito, apenas esboçado, em contraste com aquele rosto sombrio que não sorria. E a forma como o corpo da mulher se inclinava discretamente para frente, como se ela estivesse tentando se livrar daquelas mãos."

Depois de dois anos de casada, depois de perder o tão sonhado bebê que Rashid quis tanto, o casamento de Mariam estava um caos. Ela vivia pisando em ovos com medo do marido que era ríspido com ela e via defeitos em tudo. Um certo dia, Rashid pegou um punhado de arroz, pôs na boca e cuspiu, indignado. Mariam já começava a tremer. Rashid saiu de casa, bateu a porta e voltou com pedrinhas nas mãos. Disse para Mariam comer, abriu a boca dela colocando os dois dedos na boca, e enfiou as pedras na boca dela. Mandou mastigar aquilo. Mariam tentava dizer que não com as lágrimas escorrendo pelo canto dos olhos e ele ordenava que ela mastigasse aquilo. Quando ouviu um estalo da mandíbula dela ele parou e disse: "Viu! É esse o gosto da tua comida!" e saiu enquanto Mariam chorando cuspia aquelas pedras, terra, sangue e os pedaços dos molares dela que quebraram.



Bom, acho que já falei demais desse livro!!!


"Assim como uma bússola precisa apontar para o norte, assim também o dedo acusador de um homem sempre encontra uma mulher à sua frente." - Nana

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Paixões são boas! Dão fogo, vigor, motivação, adrenalina... São verdadeiras chamas intensas e inesquecíveis que nos faz sentirmos VIVOS, sangue correndo, euforia! Porém assim como uma chama que o vento apaga, a paixão também é instável e frágil.
Por isso depois sou mais do amor... calmo, estável, seguro, uma brasa sempre quente e constante, um porto seguro, onde a paz do amor não tem preço e nenhuma paixão nos parece mais interessante.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

...Continuação...

** Se você vê estrelas demais, lembre que o sonho não volta atrás. Chega perto e diz:
"Anjo!"
Se você sente o corpo colar, solte o seu medo bem devagar. Chega perto e diz:
"Anjo!"
Bem mais perto diz:
"Anjo!"..
Se uma coisa louca sai do seu olhar, fique em silêncio, deixe o amor entrar. Pra que tanta pressa de chegar?
Se eu sei o jeito e o lugar... **


** Linda! Só você me fascina. Te desejo muito além do prazer. Vista meu futuro em teu corpo e me ama como eu amo você.
Vem fazer diferente o que mais ninguém faz. Faz parte de mim, me inventa outra vez.
Vem conquistar meu mundo, dividir o que é seu. Mil beijos de amor em muitos lençóis, só eu e você...
Linda! Conte a mim teu segredo. Pro meu sonho diga quem é você. Livre! Nunca mais tenha medo, pois quem ama tudo pode vencer.
Vem fazer diferente o que mais ninguém faz. Faz parte de mim, me inventa outra vez.
Vem conquistar meu mundo, dividir o que é seu. Mil beijos de amor em muitos lençóis,
só eu e você... **


** Amar é quando não dá mais pra disfarçar, tudo muda de valor, tudo faz lembrar você.
Amar é a lua ser a luz do teu olhar. Suspirar sem perceber, respirar o ar que é você.
Acordar sorrindo, ter o dia todo pra te ver.
O amor é como um raio de sol que aquece e tira o medo de enfrentar os riscos, se entregar.
Amar é envelhecer querendo te abraçar, dedilhar num violão a canção pra te ninar. **


** Há tanto tempo que eu deixei você, fui chorando de saudade. Mesmo longe não me conformei, pode crer, eu viajei contra a vontade.
O teu amor chamou e eu regressei, todo amor é infinito. Noite e dia no meu coração, trouxe a luz do nosso instante mais bonito.
Na escuridão o teu olhar me iluminava e minha estrela-guia era o teu riso. Coisas do passado são alegres quando lembram novamente as pessoas que se amam.
Em cada solidão vencida eu desejava o reencontro com teu corpo abrigo. Ah! Minha adorada! Viajei tantos espaços pra você caber assim no meu abraço... te amo. **

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Porque romantismo nunca está fora de moda... não pra mim!

** Abriu minha visão o jeito que o amor tocando o pé no chão alcança as estrelas. Tem poder de mover as montanhas. Quando quer acontecer, derruba as barreiras...
Para o amor não existem fronteiras, tem a presa quando quer, não tem hora de chegar e não vai embora.
Chamou minha atenção a força do amor, que é livre pra voar, durar para sempre, quer voar, navegar outros mares. Dá um tempo sem se ver, mas não se separa. A saudade vem, quando vê não tem volta. Mesmo quando eu quis morrer, de ciúme de você, você me fez falta... **


** Sempre depois das brigas nós nos amamos muito. Dia e noite a sós, o universo era pouco pra nós. O que aconteceu pra você partir assim?
Se te fiz algo errado, Perdão, volta pra mim. Essa paixão é meu mundo, um sentimento profundo. Sonho acordado um segundo que você vai ligar. O telefone que toca, eu digo alô sem resposta, mas não desliga, escuta o que eu vou te falar: Eu te amo e vou gritar pra todo mundo ouvir. Ter você é meu desejo de viver, sou menino e teu amor
é que me faz crescer e me entrego, corpo e alma pra você. **


to be continue

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Revoltada

Hoje me revoltei na aula! Na verdade tomei as dores do professor. É que na aula que antecede a primeira prova, algumas colegas resolveram perceber que a aula tratava-se muito sobre "bichinhos" e pouco sobre humanos. A aula é de parasitologia.(malária, doença de Chagas e alguns platelmintos, resumidamente), o que mais esperavam a não ser "bichinhos"???
No momento em que minha colega porta voz falou isso, o professor parou, cruzou os braços, levantou uma sobrancelha com a testa levemente franzida e ficou observando ela com um quê de indignação e curiosidade. Ela ficou alegando que achava que ele não sabia que ali havia alunos da biomedicina e ele tentava explicar que o profissional de biomedicina pode trabalhar na área ambiental e mesmo que não pudesse, ele precisa saber do ciclo da malária, por exemplo.
Na hora de irmos embora, eu fui na mesa dele e disse que talvez elas quisessem que ele citasse mais sintomas e peculiaridades das doenças, como a malária (pra variar) que quem tem anemia falciforme é imune a malária, mas enfim, o fato é que por mais que ele estivesse com a razão, seu semblante era de uma pessoa desconcertada e decepcionada consigo mesma. Poxa!! Ele é tão divertido!
Hoje vi que odeio gente burra! Não falo daquelas pessoas que têm dificuldade em aprender, pois essas se esforçam! Mas daquelas que não param pra pensar no que dizem e acabam magoando os outros e fazendo a gente perder tempo!!!

sábado, 8 de setembro de 2007

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Fora de órbita

Uma "página" em branco. Tudo na mente, nada no "papel"... Sem inspiração, essa é a verdade. Sem fortes emoções e pra ser franca estou fugindo de fortes emoções. Estou de férias. Só quero paz e tranquilidade. Boca seca, sem brilho, mas tranquilidade...
Isso há muito me faltava e necessito de doses elevadas.

Até mais ver!

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Mais um M.M.M


O LUTO DE CADA UM

Não sei se você também, às vezes, percebe isso: de repente, um assunto qualquer, que não costuma ser discutido, invade a mídia, coincidentemente ou não. Pois aconteceu de novo. Na semana passada, li umas três matérias diferentes sobre o tempo que se leva pra "curar" um amor terminado. E em todas elas o diagnóstico era praticamente igual: de três a seis meses é o tempo considerado normal. Se depois de um ano de rompimento o sofrimento persistir, passa a ser patologia.

Se eu entendi bem, passados 180 dias de ausência daquele que a gente ama, o natural é que a gente comece a se interessar por outras pessoas e deixe de sentir dor. Em 180 dias, no máximo, você tem que chorar toda a sua perda, processar todo o seu pesar, racionalizar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. Seis meses. É o prazo limite, se você tiver uma cabeça saudável.

Li, compreendi, achei sensato e confortante, mas não serve pra mim. Sou da raça das patológicas.

Nas poucas vezes em que vivi um trauma de amor, eu extrapolei o prazo dado pelas matérias de revista. Nunca me enfurnei em casa, nunca neguei o chamado da vida, fui à luta e segui vivendo, mas a dor era companheira de jornada, eu curtia um luto branco, que não aparecia para os outros, mas era sagrado pra mim e durava o tempo que eu permitia.

Talvez fosse mais honesto dizer que até hoje sofro todas as minhas perdas. Isso parece doença porque a maioria das pessoas acha que sofrer significa encharcar travesseiros e fechar-se pra vida. Sofrer e ser feliz não precisam ser incompatíveis. No meu caso, não é. Sou uma mulher privilegiada, trago as emoções e a cabeça em ordem, mas não esqueço de nada nem de ninguém. Eu me lembro de tudo. Eu valorizo tudo. Eu reverencio todos os meus grandes momentos partilhados. Eu os reconheço como legítimos e insubstituíveis, e os homenageio com minha saudade. E ai de quem me disser que isso tem data pra acabar.

Outro da série Martha Medeiros


O AMOR NÃO ACABA, NÓS É QUE MUDAMOS

Um homem e uma mulher vivem uma intensa relação de amor, e depois de alguns anos se separam, cada um vai em busca do próprio caminho, saem do raio de visão um do outro. Que fim levou aquele sentimento? O amor realmente acaba?
O que acaba são algumas de nossas expectativas e desejos, que são substituídos por outros no decorrer da vida. As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades. O amor costuma ser amoldado à nossa carência de envolvimento afetivo, porém essa carência não é estática, ela se modifica à medida que vamos tendo novas experiências, à medida que vamos aprendendo com as dores, com os remorsos e com nossos erros todos. O amor se mantém o mesmo apenas para aqueles que se mantém os mesmos.

Se nada muda dentro de você, o amor que você sente, ou que você sofre, também não muda. Amores eternos só existem para dois grupos de pessoas.

O primeiro é formado por aqueles que se recusam a experimentar a vida, para aqueles que não querem investigar mais nada sobre si mesmo, estão contentes com o que estabeleceram como verdade numa determinada época e seguem com esta verdade até os 120 anos.
O outro grupo é o dos sortudos: aqueles que amam alguém, e mesmo tendo evoluído com o tempo, descobrem que o parceiro também evoluiu, e essa evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção.
Sendo assim, conseguem renovar o amor, pois a renovação particular de cada um foi tão parecida que não gerou conflito.

O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.

Momento Martha Medeiros


O MEDO DO AMOR

Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.

O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto.
Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.

E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.

Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.
Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Daria uma bela foto...

... se a câmera não fosse tão ruim e a fotógrafa tremesse menos! Mas teremos outras oportunidades de registrar belos momentos.... ** eu e meu xuxu**

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Tranqüilidade...

Ei dor!
Eu não te escuto mais, você não me leva a nada.
Ei medo!
Eu não te escuto mais, você não me leva a nada.
E se quiser saber pra onde eu vou.
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou...

sábado, 14 de julho de 2007


quarta-feira, 11 de julho de 2007

Momento família...

"Deus costuma usar a solidão para nos ensinar sobre a convivência. Às vezes, usa a raiva, para que possamos compreender o infinito valor da paz. Outras vezes usa o tédio, quando quer nos mostrar a importância da aventura e do abandono. Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar sobre a responsabilidade do que dizemos. Às vezes usa o cansaço, para que possamos compreender o valor do despertar. Outras vezes usa doença, quando quer nos mostrar a importância da saúde. Deus costuma usar o fogo, para nos ensinar sobre água. Às vezes, usa a terra, para que possamos compreender o valor do ar. Outras vezes usa a morte, quando quer nos mostrar a importância da vida".

Fernando Pessoa


Criei vergonha na cara e resolvi dar as caras! hehe
Na condição de ser pensante, tenho pensado sobre vários aspectos da minha vida e até de pessoas que me cercam. Vi certas coisas que me chocaram.
Fui criada de uma maneira meio peculiar. Minha mãe me criou sozinha (em função da separação de meus pais) e meus irmãos também, apesar de terem mais idade na época. E por vezes ela se via desesperada com três filhos para educar sozinha, sem muitas condições, tendo que trabalhar o dia inteiro e cuidar da casa e dos filhos à noite, às vezes até levando um de nós junto com ela. Ela viveu em teste, trabalhava o dia inteiro com cerca de 15 crianças de 4,5,6 anos e chegava em casa e se via com mais três crianças fazendo loucuras para chamar a atenção em função da carência afetiva que sofriam no momento. Por vezes ela se via nervosa nesses momentos e devido alguma travessura nossa, ela nos corrigia muitas vezes batendo. Isso aconteceu mais com meus irmãos, pois eu na época tinha uns 6 anos apenas.
Minha mãe sempre foi minha maior paixão, fazia cartinhas pra ela toda hora, fazia um desenho ou uma redação e dava pra ela ler porque sua opinião valia muito pra mim, pois é professora e minha mãe. Ela é filha adotiva e seu pai era policial, ela teve uma rígida educação. E apesar de não ter tido muito contato físico de carinho com seu pai e até com sua mãe, ela sempre tivera certeza do amor deles e com razão. Simplesmente certas pessoas têm dificuldades de demonstrar com apertões e abraços o seu amor que muitas vezes é imenso! Minha mãe é uma dessas pessoas. Nunca foi aquela mãe que me super protegeu, que brigava com os colegas que brigavam comigo, que me dizia toda hora o quanto me amava. Ela ao contrário nunca me botou numa redoma de vidro, dizia que eu deveria enfrentar os colegas que queriam brigar, deveria aprender a me defender e agradeço muito por ela ter sido assim! Eu realmente acredito que a melhor educação que alguém pode ter eu tive. Graças a ela eu não tenho medo dos meus problemas, não me deixo derrubar por eles, não tenho dó de mim mesma, não me sinto vítima das situações, porque ela nunca permitiu que eu pensasse assim, mas acima de tudo tenho essa força pra enfrentar os problemas e pra sair do ninho, porque eu sei que se um dia precisar a qualquer hora em qualquer situação, eu terei o ninho lá, do jeito que deixei ao sair, com minha mãe pra me proteger e pra me dar uma palavra de conforto. Sei que ela sofre minha dor quando eu sofro (quando a deixo saber da tal dor..rss), sei que por mais que ela tivesse numa imensa dificuldade financeira e eu tivesse que viver com ela, ela daria um jeito de me manter lá. Ela deixaria de comer se fosse preciso, para que eu comesse! Tudo isso sem esperar nada em troca, só por amor, mesmo tendo eu os meus defeitos que podem aborrecê-la muito, mesmo discutindo com ela e brigando, mesmo assim, ela faria tudo isso por mim! E é por isso que não preciso ouvir da boca dela que ela me ama, eu tenho certeza absoluta que o amor que ela sente por mim é o maior que um dia alguém poderá sentir e isso me faz forte!
É por isso que não entendo mães que não são assim! Mães que tiram o ninho dos filhos, que não dão essa certeza de amor absoluto! Como alguém pode seguir sem medo sem saber se um dia terá pra onde correr e se apoiar se algo der errado? Quando minha mãe vier a me faltar, eu terei a certeza que onde ela estiver, ela estará lá do jeito que estava quando viva, torcendo por mim e do meu lado e é essa certeza que nos faz ser forte, a certeza de ter alguém que nos ame, uma pessoa basta! E se um dia precisar de um ombro, terei minha irmã, meu pai, meu irmão, são pessoas que por mais que não nos declaremos todos os dias, tenho certeza que nunca me deixarão na mão, que sempre terão um ato de amor se precisar e vice-versa. É por isso que amo minha família acima de qualquer coisa nesse planeta! Eles sempre terão prioridade na minha vida e isso me faz sim muito feliz e confiante pra enfrentar a vida! É por isso que não entendo pessoas que não valorizam a família! Pra onde será que elas pensam em correr quando surgir algum aperto?

Eu sofro muito quando vejo pessoas que gosto sofrendo por não ter esse apoio amoroso que eu tenho e que é tudo na minha vida. Sou uma pessoa muito afortunada e tenho plena consciência disso!

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Gostei...

"A alegria do pecado
Às vezes toma conta de mim
E é tão bom não ser divina
Me cobrir de humanidade me fascina
E me aproxima do céu

E eu gosto
De estar na terra
Cada vez mais
Minha boca se abre e espera
O direito ainda que profano
Do mundo ser sempre mais humano

Perfeição demais
Me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito insosso
Pra não ser de carne e osso
Pra não ser carne e osso"

Zélia Duncan

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Repensando...

Porque pensar nunca é demais!
Pensando na minha vida hoje, há 2 anos e daqui a 2. Muita coisa mudou... será que foi porque eu mudei? Pensando naquele sonho que era mais uma ilusão, naquela vida que era alienada, naquela amizade incrivelmente verdadeira que na verdade era incrivelmente verdadeira só para mim, no quão me iludi com as pessoas, no quão espero sempre mais das pessoas, pensando que às vezes as pessoas escapam pelo meio dos nossos dedos fechados, no quão sozinha já estive achando que não estava, no quão me preocupo demais mesmo sabendo que ninguém mais se preocupa. Repensando pessoas, valores, comportamento. Talvez eu mude de novo! Talvez mude muito, talvez mude pouco ou talvez não mude nada! Tudo vai depender do que sair dessa espremeção de neurônios. Espero não precisar mudar nada, sinal que estarei pensando e agindo certo e também porque toda mudança é dolorosa. Mas se precisar mudar de novo eu mudo! Afinal sou um ser pensante...

sexta-feira, 18 de maio de 2007

E com vocês...

Acabei de assistir no Programa do Jô uma entrevista com a atriz Bibi Ferreira (A grande dama do teatro brasileiro, como é homenageada). Pra quem não a conhece, ela é uma atriz que tem 66 anos de carreira em musicais e agora dia 1º de junho completa seus saudosos 85 anos de puro sucesso, saúde (muita saúde) e sanidade de dar inveja a muita gente.
Ela estava no Programa do Jô (novamente) porque amanhã (18.05.2007) irá estrear uma peça (apenas textos) chamada "As favas com os escrúpulos", de autoria de Juca Oliveira e direção de Jô Soares. Infelizmente de início a peça só acontecerá no Rio de Janeiro, mas segundo a Bibi Ferreira poderá fazer um tour pelo Brasil.
Mas o que me chamou a atenção dessa entrevista foi um rap que ela cantou sobre o nosso idioma. Ela fez uma crítica sobre o presente/futuro do nosso linguajar, crítica essa muito inteligente sem perder o humor. Nesse rap ela fundamentalmente faz uma comparação entre um poema de Luis de Camões e esse mesmo poema reinterpretado de acordo com o nosso idioma hoje. Simplesmente ótimo em todos os aspectos.

Pra quem não assistiu o Programa do Jô hoje, eu tentarei providenciar pelo menos esse momento do rap, pois felizmente a internet nos possibilita isso! Mas como sai da sala logo que a entrevista acabou e vim correndo escrever esse post, eu ainda não tenho o vídeo e nem a letra do rap, mas irei atrás, pois vale a pena!
O poema em questão é "Alma Minha Gentil que te Partiste" e ela usa na verdade a primeira estrofe desse soneto:

"Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste."

Pra quem quiser conhecer um pouco mais dessa ilustre figura que além de atriz ainda é cantora, diretora e compositora brasileira, aí está um vídeo de uma outra participação dela no Programa do Jô.

Se acostumem! Eu não poupo elogios e rasgações de seda quando se trata de pessoas que no meu conceito merecem.

P.S: Comecei esse post com o intuito de priorizar a crítica dela no linguajar brasileiro, mas vi que acabei fazendo uma mini biografia! Perdoem!!! E prometo que assim que conseguir esse rap eu posto aqui! :)

http://www.youtube.com/watch?v=3BhsnXDn-jk

domingo, 13 de maio de 2007

Click

Todo mundo tem que ver esse filme! Empresários, pais, filhos, todo mundo!
Filme pra ver e repensar, se deixar influenciar, entrar no filme.

Indicação minha! ;)

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Pensando na morte da bezerra...

Todos os dias temos novidades!
É uma pessoa nova que cruza por nós, é um assunto diferente, é uma proposta nova, é uma conversa mais longa com uma pessoa, é um conhecer a mais, é um momento mágico quase imperceptível no decorrer do dia, é uma sensação de paz ao observar a chuva... mas é preciso sensibilidade para reparar nessas coisas.
Todos os dias temos motivos para sorrir, motivos pra chorar, motivos pra se emocionar, motivos pra não notar... Temos motivos para quase todos os tipos de sensações num só dia e tem gente que não sente absolutamente nada em semanas.
Todos os dias temos a chance de mudar o que não nos agrada, de fazer a diferença, de ser útil e mesmo assim às vezes deixamos tudo como está por dias e dias e dias... simplesmente não pensamos na nossa vida e a deixamos como está! Nem boa nem ruim, sem nenhuma emoção, sem graça! Como é possível ser feliz sem reparar nessas pequenas coisas, sem mudar o que não nos traz emoção alguma???? Não importa que nem sempre sejam emoções maravilhosas, o amor às vezes se mascara sob a forma de raiva, mágoa e tristeza! Mas viver sem nada, sem sentir nada por ninguém, como se fosse uma ameba, alguém assim é digno de ser chamado de ser humano?

Ah quer saber? Sei lá também!

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Mudou a lua?

Assim como tenho crises e surtos de deprês repentinos, também tenho meus surtos de alegria imensa! E não quero escrever só nos surtos de deprê, por isso vim dar o ar da graça!

So happy! Por estar viva, respirando, gostando e sendo correspondida, por não me sentir sozinha, por me sentir afortunada, por ver a vida mais colorida e bela, por lembrar com alegria dos amigos sem mágoa, por lembrar com carinho das pessoas!!!!

Mais uma vez mudou a lua.... (Pra minha alegria)

sexta-feira, 27 de abril de 2007

O mundo e a estrela...

Na mesma família, mesma herança genética, mesmos descendentes, porque tratamento diferente?
Por que pra uns o mundo e pra outros apenas uma estrela? O que faz com que os "outros" mereçam menos? Qual seria o quesito avaliado para condenar os "outros" a serem menos merecedores? Se de repente os "outros" soubessem o quesito, poderiam mudá-lo, melhorá-lo para merecer um mundo também e assim se sentirem iguais e não menos.

A dor provém do sentimento (ou ausência) característica por trás desses atos e não no mundo ou na estrela propriamente dita! Não é pelo fato do mundo ser mais que dói, mas pelo fato que o sentimento deve ser maior para que uns mereçam o mundo e menor para que outros mereçam a estrela! E na agonia em não entender onde se está agindo errado para merecer menos, pois se soubessem onde está o erro, talvez o mudaria para merecer sentimento igual.

A dor provém em tentar agir sempre da melhor maneira possível, em ser a melhor pessoa possível, em superar todas as expectativas, em proporcionar orgulho na esperança que assim mereça sentimento igual, mas nada faz com que isso mude... Por mais que nos desdobremos de todas as formas para conseguir superar expectativas, para não frustrar ninguém, nada disso muda essa situação!

É como se fosse uma obsessão! Onde tudo gira em torno de merecer o mundo pelo menos uma vez também, porque daí saberíamos que pelo menos uma vez teríamos sido merecedores de sentimento igual. Mas esse dia não chega... nunca chega.

E por que uma pessoa que chega depois, de repente, começa a merecer o mundo? Por que alguém que chega anos depois se torna merecedora de sentimentos maiores que nós lutamos tanto pra merecer? Por que ela é chamada de filha sem o ser? Por quê?

Sabe de onde a dor provém? A dor está em saber com a mesma certeza de que o oceano é salgado, a noite escura e a chuva fria que por mais que tento (e tento!) ele nunca saberá do meu caráter, nunca saberá da minha personalidade, dos meu desejos e planos... Nunca poderá dizer: "Tenho certeza que ela não faria isso!"
A dor está em saber que ele jamais saberá que eu não o decepcionaria, que ele nunca poderá dizer que me conhece melhor do que ninguém, porque simplesmente ele que deveria, não me conhece!

A dor não está no mundo ou na estrela em si, a dor está no sentimento (ou ausência) por trás disso... E dói! (E por mais que queira muito, acho que nunca deixará de doer...)

sábado, 21 de abril de 2007

O Segredo

Ontem tive a oportunidade de ver um filme no estilo documentário sobre o poder da mente em nossas vidas. Na realidade não vi todo o filme, mas não foi necessário terminar de vê-lo para que eu o considerasse um dos melhores que já vi!
De início ele me lembrou muito um dizer da minha mãe: "Boas energias atraem boas energias e más energias atraem más energias". Sabe, ouvia isso, concordava, mas na real não colocava isso em prática!

O nome do filme é "O Segredo", onde o tal segredo se resume em ver as coisas boas da vida, ser grato pelo que se tem, focar o lado positivo da vida, o bem-estar, e conseqüentemente acabar atraindo cada vez mais coisas positivas!
Esse filme me fez pensar em pessoas que conheço que apesar de já ter reparado esses detalhes nelas, ali se tornaram mais evidentes.

Existem pessoas que para cada problema de sua vida acabam lembrando e pondo a culpa em uma grande decepção do passado. É como se o fato de ter sofrido muito no passado as transformassem em eternas vítimas de suas vidas. Nada que acontece de mal comigo é culpa minha! Eu sou assim porque sofri no passado, porque tenho medo, nada mais natural, o mundo precisa se abituar ao meu jeito, mas eu não preciso me abituar a nada nem ninguém! Vocês mudem para conviver bem comigo, pois eu não posso mudar! Pensamento muito comum e muito confortante! E quando essas pessoas se vêem sozinhas, acabam dando culpa pro azar, dizem que não têm sorte para encontrar boas pessoas, mas poxa, quem é que gosta de conviver com alguém que vive lamentando do passado e vivendo como se ainda estivesse lá?

Por outro lado, existem pessoas que só reclamam de suas vidas! Nada está bom, nada é do jeito que eu quero, minha vida é uma merda, e mesmo tendo uma vida normal ou relativamente boa, essas pessoas jamais notariam isso por estarem tão focadas em problemas e pensamentos ruins! É como aqueles cavalos com viseiras, não olham nada ao redor, só conseguem ver a frente, pessoas alienadas que como os cavalos não conseguem ver as coisas boas da vida ao seu redor, só vêem os problemas que sempre vêem a sua frente! O mesmo se aplica àquelas pessoas que vivem reclamando de doenças, de dores, onde mesmo com uma saúde perfeita, necessitam de remédios para "viverem bem"!

É exatamente como o filme disse!!! Se ao invés de queixarmos da vida e viver desejando as coisas, tivéssemos o hábito de AGRADECER por tudo que temos e somos, automaticamente a vida seria mais prazeirosa, pois notaríamos quão afortunados somos e não quão miseráveis somos!

O que acontece quando estamos nesse estágio de gratidão e bem-estar? Sorrimos mais, brincamos mais, toleramos mais, e conseqüentemente as pessoas a nossa volta respondem da mesma maneira, pois todo ser vivo gosta de ter ao lado pessoas alegres, de bem com a vida e assim a vida passa a ser mais interessante, alegre, intensa!

Por isso, antes de reclamar que não tem dinheiro, agradeça por ter o que comer, por ter um lar! Antes de reclamar de falta de afeto, lembre-se que tem alguém que muito te ama, que você não está sozinho. Antes de reclamar da saúde, lembre-se que você tem duas pernas para se locomover onde bem entender, que você é um ser pensante e sadio!

Tem uma fábula que ouvi pela primeira vez numa aula de religião do colégio e lembro dela seguidamente!

"Um homem com muita sede pede um copo de água para uma outra pessoa qualquer, e esta pessoa traz apenas meio copo de água. Ele pode encarar isso de duas maneiras:
Ele pode reclamar pelo copo estar meio vazio! Ou pode agradecer pelo copo estar meio cheio!"

Somos nós que temos as rédeas da nossa vida, do nosso humor! Toda situação tem dois lados, tudo depende do nosso olhar!

Por isso quando quiser lamentar a vida que tem ou algum problema, lembre-se que tem gente vivendo muito pior que você e agradecendo todos os dias por estarem vivos!

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Saudade de ler coisas bonitas!

DESTINO

Quem disse à estrela o caminho
Que ela há- de seguir no céu?
A fabricar o seu ninho
Como é que a ave aprendeu?
Quem diz à planta: Florece!
E ao mudo verme que tece
Sua mortalha de seda
Os fios quem lhos enreda?

Ensinou alguém à abelha
Que no prado anda a zumbir
Se à flor branca ou à vermelha
O seu mel há- de ir pedir?
Que eras tu meu ser, querida,
Teus olhos a minha vida,
Teu amor todo o meu bem...
Ai!, não mo disse ninguém.

Como a abelha corre ao prado,
Como no céu gira a estrela,
Como a todo o ente o seu fado
Por instinto se revela,
Eu no teu seio divino .
Vim cumprir o meu destino...
Vim, que em ti só sei viver,
Só por ti posso morrer.

Almeida Garret (1799 - 1854)

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Como eu quero!

Diz pra eu ficar muda faz cara de mistério
Tira essa bermuda que eu quero você sério
Tramas do sucesso mundo particular
Solos de guitarra não vão me conquistar!

Hum! Eu quero você como eu quero!!!

O que você precisa é de um retoque total
Vou transformar o seu rascunho em arte final
Agora não tem jeito você está numa cilada
É cada um por si você por mim e mais nada!

Hum! Eu quero você como eu quero!!!

Longe do meu domínio você vai de mal a pior
Vem que eu te ensino como ser bem melhor

Hum! Eu quero você como eu quero!!!

(Tinha uma idéia de interpretação até ler a música! Na minha idéia ela dizia que queria ele e depois suspirava dizendo: Como eu te quero! Hoje acho que ela diz que quer ele do jeito dela!)

hahaha! Ok ok! É cultura inútil, mas é cultura! Eu postarei coisas mais úteis da próxima vez!

Ah! Música escrita por Leoni e Paula Toller!

sábado, 7 de abril de 2007

Me deixa!

Eu sempre ouvi falar coisas do tipo: "Ah, me enganei com tal pessoa", "Descobri que Fulana não é minha amiga de verdade", "Tem muita gente interesseira nesse mundo", mas nunca passei por nada assim. E sempre acreditava que não passaria por nada assim.
Sempre fui muito fechada e sempre vi isso como um defeito (na verdade as outras pessoas me faziam ver assim) e quando vi que podia e conseguia não ser tão fechada, me envolver mais com as pessoas, achei muito bom! Afinal, tinha mais amigos! Dessa maneira confiei e fui sincera como sempre fui quando gosto e... quebrei minha cara!
Passei a ver que existe muita pessoa interesseira nesse mundo, que muita "amiga" é "amiga" quando algo a favorece! Só que pra mim, que era fechada e que por isso nunca havia me decepcionado antes, agora que achei que poderia confiar também, quebrei a cara, bem quebrada!
Tô frustrada!

Podem dizer que vocês já viveram isso, ou que é natural, ou que isso passa que é bom pra aprender e blá blá blá! Pode até ser tudo isso! Mas nada diminui meu sentimento de raiva, frustração e mágoa que sinto nesse momento!
Sou uma pessoa que vive presando pelos bons sentimentos, boas ações etc e tal. Não vou mudar essa minha natureza por causa de gente que não tem índole alguma, mas que essas pessoas terão uma segunda dor de barriga, ah terão!!!

Sou muito calma e boa, mas por favor não pisem no meu calo que sei me defender!!!

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Eu te amo NÃO é bom dia!

Se pararmos pra observar, veremos pessoas se apaixonando todos os dias!!! É um "Eu te amo" pra cá, "eu te amo" pra lá e no entanto a maioria nem tem noção do que está dizendo! Se tem uma coisa que me revolta é ver pessoas usando as palavras em nome de um sentimento muitas vezes falso, pra convencer outra pessoa, ou muitas vezes pra convencer a si mesmo. É o legítimo agir por instinto, se hoje estou carente, com saudade digo que amo, mas se amanhã tiver outra companhia mais interessante ou simplesmente não estiver a fim de ver a pessoa, digo que me enganei com os sentimentos, fácil não? E a outra pessoa? Suponhamos que essa outra pessoa ainda mantenha um sentimento bonito, como ela se sentirá com tanta mudança de comportamento e sentimentos?? No mínimo acabe virando mais um(a) desacreditado no amor e nos sentimentos como tantos que existem por aí. Não seria muito mais fácil esse ser confuso que muitas vezes não sabe o que acontece dentro dele, parar uma vez e pensar ao invés de se levar por puro instinto feito bicho no cio! No máximo ele não encontrará solução alguma pro que sente, mas daí saberá que se não tem certeza do que sente, não deverá envolver outra pessoa nessa confusão pessoal! Claro, tudo isso se o confuso em questão pensar um pouco no que a outra pessoa envolvida irá sentir e parar de focar o próprio umbigo!
Por tudo isso, fico indignada com gente que se conhece há um mês e ama como se fosse alma gêmea (até a alma gêmea os decepcionar, é assim que funciona o amor). Falar que ama qualquer um que encontrar na rua chega a ser ofensa para com as pessoas que realmente se ama, como a família por exemplo. Talvez (preciso acreditar nisso) encontraremos alguém que um dia nos faça dizer: Eu amei de verdade nessa vida! Mas com certeza esse alguém não será todas as pessoas que nos envolvermos durante a vida!

Nessa ilusão de "precisar gostar de alguém, senão não sou feliz" muita gente acaba se enganando, se magoando e magoando outras pessoas por muitas vezes não parar e PENSAR!

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Inveja é FALTA DE CAPACIDADE

Hoje fui bem bela, linda e faceira na Univates para mais uma aula com meu queridíssimo professor (aquele que diz que sou uma criatura meiga) e chegando no local minhas fiéis escodeiras me comunicaram de um fato ocorrido na minha ausência! (Pra ser sincera na ausência delas também).

Pra que vocês entendam o dilema, vos explico o que se passa conosco:
Somos da primeira turma de Biomedicina e para tentar amenizar um pouco os vários probleminhas enfrentados no local de ensino (que não vem ao caso aqui), resolvemos fazer parte do D.A. do curso (pra quem não sabe Diretório Acadêmico). Estamos engajadas em ter uma voz ativa lá dentro! Como éramos a única chapa feita, ganhamos por total de assinaturas!

Bom, o fato é que certas coleguinhas muito inteligentes resolveram reclamar com o coordenador (vê se pode!) que estavam se sentindo "excluídas" pelo D.A.!!!! O coordenador "visitou" a sala de aula onde minhas fiéis escodeiras estavam estudando, com gente de outros cursos, e resolveu contar o acontecido ali, fato bem interessante! Bom quem me conhece imagina a minha feliz reação ao saber disso tudo!

Minha pergunta: Se essas queridas coleguinhas carentes de afeto estavam se sentido abandonadas, porque não pediram o tal afeto antes do D.A estar formado? Pois a afinidade estava visivelmente formada desde o início do curso!

Resumindo toda a novela mexicana, amanhã teremos uma reunião com o coordenador e com as coleguinhas carentes!

Juro que minha vontade é pegar a Ata e tudo que vier com ela e fazer essas criaturas odiarem o D.A devido o lugar que esses papéis entrariam!!!!

Mas tudo bem, vamos ver o que essas pessoas têm a dizer amanhã!
(Precisarei tomar uma água de melissa antes de sair de casa e que tirem esses papéis de perto de mim)!!!

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Tudo menos devaneio!

Qual será a causa do alto índice de gravidez nas adolescentes? Esse fato é um problema de cunho pessoal e social, pois resulta num aumento populacional e futuros jovens e adultos sem uma educação tão primorosa, podendo ocasionar um círculo vicioso, tornando cada vez mais cedo a constituição familiar, pois não se esqueçam que serão educados por outros jovens sem a devida maturidade (salvo raras exceções)! Todos sabemos que a gravidez na adolescência é um problema, mas muitas vezes não estamos a par do porquê que este fato acarreta tantos obstáculos na vida dos jovens e dos filhos.
É comum encontrarmos jovens grávidas que não têm a devida maturidade e responsabilidade para criar e educar seus filhos, até porque a sua formação pessoal ainda não está bem madurecida, pois muitas vezes os jovens não têm uma orientação adequada em casa a respeito da sexualidade precoce e suas conseqüências.
A responsabilidade em alertar os jovens está primeiramente na família, segundo a professora da PUC, Ceres de Araújo, a relação entre pais e filhos está carente de limites e os filhos passam a determinar as regras em casa, iniciando suas vidas sexuais precocemente.
Segundo uma pesquisa feita pelo jornal Folha de São Paulo (perdoem, mas não tenho a data exata da realização da pesquisa, sei que é algo entre um a no máximo dois anos atrás), a porcentagem de mulheres de 15 a 19 anos que sejam mães é de 13% e que apenas 35,1% das meninas usam camisinha em todas as suas relações, ou seja, o risco de uma jovem engravidar e ainda contrair várias doenças é de cerca de 48,1%, um índice muito alto.
É preciso orientar todos os jovens (não apenas os de classes menos favorecidas como muita gente pensa) dos riscos que uma vida sexual ativa pode causar, pois todos nós sabemos que proibir não é a melhor solução, o jovem irá fazer de qualquer jeito. A época de reprimir qualquer dúvida, qualquer receio que os jovens tenham já passou, é sensato impor limites com orientação e doses cavalares de realidade! Não sou tão ingênua ao ponto de pensar que descobri a solução pro problema, mas apesar de pra mim isso parecer um tanto óbvio, tem gente que AINDA acha absurdo falar de sexo com jovens de 14, 15 anos!

sexta-feira, 30 de março de 2007

Álibi

Quem ainda ousa mentir?(Ou seria quem não mente?) E pior, quem ainda justifica uma mentira? Ora, não devemos dizer somente a verdade? Não é isso que nos ensinam de pequenos?!
A mentira sempre foi uma fuga, desde os tempos de Cleópatra até hoje, afinal Júlio Cezar não mentiu amar Cleópatra apenas para apossar-se do Egito? Certamente era para um bem comum (o de Roma). E se é para um bem comum, então vale; é o que pensa Platão: “Em outras situações, a mentira diminui e macula a alma. Mas ela é permitida quando proferida no interesse do Estado”. Interessante, é só convencer que é para um bem comum e teremos um excelente álibi pra mentir por aí! Certamente Hittler pensava o mesmo, ele até dizia que uma mentira dita cem vezes torna-se verdade (meio ousado).
Vivemos num mundo de mentira, às vezes lutamos por um objetivo falso, mentiroso. Guerras aconteceram baseadas em mentiras, Hittler dizia querer vingar a Alemanha. Na verdade, queria vingar seu próprio fracasso, queria ser superior, nem que fosse pela raça. Os políticos que prometem mundos e fundos nos palanques, apenas para convencer o povo de que são sinceros e poder embolsar milhões às nossas custas e de quebra posar de heróis por aí.
O que faz uma pessoa mentir? A covardia, o medo... Medo da repressão, do fracasso, da verdade...
Encarar a verdade é difícil, acredite.
Encarar a mentira é confortante, é cômodo, é a vida...

domingo, 25 de março de 2007

Be Free!!

(Escrevi esse texto há uns anos atrás...
Alguns textos que eu postei são antigos, mas conforme for esgotando meu acervo eu crio outros! hehe)


Eu sempre escrevi sobre momentos de minha vida e coincidentemente sempre eram textos dramáticos falando do amor. Para quem os lesse, certamente concluiria que eu era uma pessoa totalmente frustrada nos assuntos do coração. E seria uma conclusão errada, não que eu seja super resolvida nisso, mas passo longe de frustração.
Mas o grande lance é que eu sempre escrevo sobre os mais profundos sentimentos, aquelas dores guardadas a sete chaves. Por isso concluo que eu há um bom tempo atrás até poucos dias era uma pessoa depressiva, mas no decorrer no dia-a-dia eu não percebia, até porque eu tinha momentos de alegria. Mas enfim, hoje concluo esse fato não muito feliz, possa se dizer.
Mas por que falo tudo isso? Falo porque hoje, pela primeira vez vou escrever da minha vida! (mas isso não é novidade), vou falar positivamente da minha vida!!!
Hoje percebi de verdade que valorização da vida não pode estar só nas palavras guardadas para discursos de aceitação, feitos normalmente com o objetivo de impressionar as pessoas a sua volta, mas sim deve-se viver e pensar realmente que a vida é a maior dádiva do ser humano, o maior tesouro do universo, não existem palavras suficientes para descrever a beleza de viver!
A beleza de termos uma carcaça somente nossa, uma capa onde fazemos o que quisermos.
A beleza de também termos um cérebro, onde podemos deixá-lo vazio ou recheado.
A beleza de termos o livre-arbítrio.
A beleza de sermos rodeados de seres semelhantes a nós, que denominamos “amigos”.
A beleza de sentirmos o nosso corpo responder a um grande amor.
A beleza de não só termos, mas também sentirmos de fato o coração bater forte e rapidamente.
A beleza de sentir o corpo tremer sem que queiramos, apenas movido pela intensidade de um sentimento.
Meu Deus eu poderia ficar até amanhã escrevendo todas as belezas que possuímos, e ainda assim existem muitas pessoas que não cansam de reclamar da vida que possuem!
Eu sou da opinião que enquanto houver um coração batendo bem forte, a vida sempre valerá muito a pena!!!


sexta-feira, 23 de março de 2007

Sabe o que diz!!!

Há um brilho de faca onde o amor vier
e ninguém tem o mapa da alma da mulher.
Ninguém sai com o coração sem sangrar ao tentar revê-la,
um ser maravilhoso entre a serpente e a estrela.
Um grande amor do passado se transforma em aversão
e os dois lado a lado corroem o coração.

Não existe saudade mais cortante que a de um grande amor ausente
dura feito diamante corta a ilusão da gente.
Toco a vida pra frente fingindo não sofrer
mas no peito dormente espera um bem querer.

E sei que não será surpresa se o futuro me trouxer... O passado de volta num semblante de mulher...

(Zé Ramalho - Entre a Serpente e a Estrela)

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Numa luta de gregos e troianos por Helena, a mulher de Menelau conta a história que um cavalo de pau terminava uma guerra de dez anos.
Menelau, o maior dos espartanos venceu Páris o grande sedutor, humilhando a família de Heitor em defesa da honra caprichosa.

Mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor...


A mulher tem na face dois brilhantes condutores fiéis do seu destino, quem não ama o sorriso feminino desconhece a poesia de Cervantes.
A bravura dos grandes navegantes enfrentando a procela em seu furor. Se não fosse a mulher mimosa flor a historia seria mentirosa.

Mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor...

Virgulino Ferreira, o Lampião, bandoleiro das selvas nordestinas sem temer a perigo, nem ruínas foi o rei do cangaço no sertão. Mas um dia sentiu no coração o feitiço atrativo do amor, a mulata da terra do condor dominava uma fera perigosa.

Mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor...

Mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem germer sem sentir dor...

(Zé Ramalho - Mulher nova, Bonita e Carinhosa Faz o Homem Gemer Sem Sentir Dor)

Certeza

Como é possível sentir falta de algo que nunca se teve?
Como, e se é possível, não sei, mas sinto e revolto-me com isso.
Jamais usufruirei disso e jamais será sincero.
É como se existisse um vazio em mim, incapaz de ser preenchido.

Como é possível eu não tocar você?
Será que não sentes minha falta como sinto a tua?
Será que não percebes que minha rispidez é só porque sofro por ti?

Já não luto mais... em vão.
Apenas permito que a vida siga.
E respiro e considero, não sem dor, mas com a certeza de ter um pai.


quinta-feira, 22 de março de 2007

Tsc tsc!




Que coisa feia né! A pessoa cria um blog, posta três textos já e nem se apresenta!!! Que falta de educação! Minha mãe me xingaria se soubesse... Mas enfim!

Sou Daniele Buzatta, uma criatura meiga segundo meu inteligentíssimo professor de terças à noite! Tenho míseros 19 anos. Tenho personalidade forte apesar de às vezes não demonstrar... Sou em parte responsável, pois estudo! ... mas não trabalho! (por isso o tempo pra isso aqui), mas não mereço menos admiração só pq tenho tempo pra usar um banheiro durante o dia por exemplo!! (sim, às vezes sou revoltada e egoísta)!!!

Deixe-me ver oq mais... humm

Gosto muito de dança, música, ritmo!!! Natureza, vida, animais, não suporto nenhum tipo de crueldade com os bichanos! Gosto de pessoas extrovertidas, de bom humor, que não vivem reclamando da vida se vitimizando e julgando-se as únicas passíveis de problemas! Gosto de pessoas que acrescentam algo numa conversa, que me faz pensar! Enfim gosto daquilo que uma pessoa "normal" (se é que isso existe?)gosta!

AMO muito meus amigos, LIBERDADE. Não posso ver ninguém mal, defendo fervorosamente meus amigos e minha família!!!

Ah! Sou muito sincera e leal, ou seja, odeio pessoas falsas e efusivas!!!!

Sou boa pessoa! rsss

Ei, eu não mordo ok? A não ser que me peçam!!!

terça-feira, 20 de março de 2007

Ah, se pudesses...

Ah, se meus olhos tirassem fotos...
Poderia mostrar-te o que vejo, o que percebo e o que sinto.
E você, aí onde estás, poderia ver e sentir o que eu sinto.
E assim... sentindo o que eu sinto... quem sabe você entenderia o que se passa em meu íntimo.
E entendendo o que se passa, quem sabe você encontrasse a solução pro meu desatino!

Ah, se minha boca armazenasse os sabores que provo...
Poderia senti-los também!

Ah, se minha pele pudesse registrar o que se passa com ela...
Todos os toques, arrepios e calafrios. Sensações mil.
Você agüentaria?

Ah, se pudesses ouvir o que ouço...
Estarias mais perdido do que eu.
Gritarias por socorro... assim como eu!

Ah, se pudesses sentir o aroma daquilo que sinto...
Suas angústias se esvairiam feito pó.
Seu dia teria mais cor, mais graça, mais vida num simples aspirar.
E terias a sensação de renovação quando uma flor sentisse perfumar...

“Transfere pro meu corpo seus sentidos pra eu sentir a sua dor, os seus gemidos e entender porque quero você!”


Quem ama...


Quem ama não tem ciúme, porque vê nos olhos da pessoa amada, que é e sempre será o grande amor de sua vida e que não tem olhos para outra pessoa.
Quem ama, fala com o olhar. Sente e pressente algo ruim com seu amor mesmo à distância.
Quem ama, vê nos olhos da pessoa amada os filhos que irá ter. Quem ama, trata seu amor como se fosse um instrumento raro, a quem só a ele pertence, e precisa ser protegido como se fosse sua certeza de sobrevivência.
Amar é cruzar estradas distantes e opostas em uma única só estrada...

Últimas Palavras

A chuva que caía lá fora era o bastante para me fazer pensar... Novamente.
A madrugada adentrava na noite que se seguia triste e tépida e a lua clara e brilhante, como se fosse a última gota de esperança e vida naquela imensidão negra, insistia em olhar-me e suplicar-me a vida pela janela.
Nada podia outra coisa fazer, se não olhá-la e ignorá-la pela sua frustrante tentativa.
Contarei-vos, portanto, o que se passara a mim:
Minha vida, nada mais era do que um simples capricho da existência. Eu não vivia, apenas existia e não sabia disso.
Acreditava que as coisas que me agradavam eram realmente merecedoras de minha alegria. Mal imaginava eu o quanto me enganava. Eu não sabia viver, pois não tinha por que o fazer.
Todo o universo de devaneios que circundava minha vida veio, pois então um dia a
chocar-se com a realidade. Era a realidade mais linda que pudera suportar! Já o amava...
O peito doía de tanto amor, as lágrimas rolavam de tanta emoção, poderia eu agora viver! Sem que me percebesse, fiquei eu ali a observar-lhe, por um tempo que para mim durou uma vida e que na verdade não se passara um segundo.
Passei a procurá-lo nas ruas, a segui-lo em pensamento como que num ato de extremo desespero. Poderia morrer se assim ele quisesse!
Uma noite, estava eu a contemplar as estrelas, como que procurando nelas um olhar de compaixão que viesse do meu amado. Foi quando olho a minha frente e o vejo observando-me com um quê de curiosidade que podia destruir-me por dentro de tanta felicidade! Se pudesse, nesse momento fazer a Deus um único pedido para toda a minha existência, não hesitaria, desejaria que congelasse esse momento por alguns instantes, para fazer-me o ser mais feliz de todo o universo.
Olhei-o novamente e o vi aproximar-se de mim, seus olhos fitavam o meu, fazendo me arder o coração e sangrar-me a alma.
Estávamos os dois envolvidos por uma magia interestrelar e podíamos jurar eterno amor. Nos olhamos profundamente, como que observando a alma de seu amor e nos beijamos como que selando um juramento de amor eterno. Poderia morrer naquele momento que nada mais me faltaria!
Ele era lindo! Encantador! Único! Trazia nos olhos a vivacidade do amor e nos lábios o alimento e o veneno que ora me alimentava, ora me profanava. Seus olhos tão pequenos e brilhantes eram espinhos que penetravam minha alma e meu coração, provocando-lhes um sangrar invisível, um sangrar tão intenso e amoroso que nunca tinha fim! Seu sorriso maravilhava qualquer ser desse planeta e me jogava para fora da realidade, me atirando na dimensão do amor eterno...
O clarão do relâmpago não era mais intenso do que o que eu sentia em seus braços! O som do trovão não era mais ensurdecedor e intenso do que o bater do meu coração quando me via a seu lado!
Esse amor era mais intenso do que a minha própria vida. E morreria por ele! E morreria feliz como nunca ninguém morreu! Eu o amava mais do que o próprio amor! Viveria na mais absoluta miséria do seu lado, sendo a mais afortunada dos mortais e imortais.
Porém não foi esse o desejo do destino...
No país, naquele mesmo período, estourava-se uma guerra! A mais forte e impiedosa que já se teve notícia, e meu amado, meu pobre anjo tivera que partir com ela! Não suportava a idéia de perdê-lo, não aceitava ver-me longe dele. Ele era minha luz, meu ar, sem ele certamente morreria.
Porém não havia o que se fazer e ele teve que partir...
É essa, pois então, a sina que me acompanha e vela meus tristes dias, pois soube através de um papel impiedoso e cruel, que meu amado morrera em combate e dizia que só ainda respirava aquele ar coberto de dor e sangue, por um amor complacente que o aguardava em vida e o motivava em sonhos...
Neste momento a minha dor foi tanta que meu coração se despedaçou de tal maneira que será impossível reaproveitar qualquer pedaço dele. Somente eu sabia o que se passava no meu íntimo, me encontrava como a mais fraca dos mortais, tão fraca que ninguém poderia saber. Neste momento compreendi que meu amor seria imortal!
O que ontem me fazia divertir, o que me trazia conforto, hoje são as coisas que não me atraem, que me trazem dor e que se tornaram minha vida. Tornei-me um vegetal, imóvel, vivendo de lembranças e sonhos...
Deste amor oculto, não saberás jamais!
Se te amo, e como, e a quanto extremo chega não poderei dizer-te.
Hoje, meu mundo é deserto! É preenchido com uma gelada e insuportável escuridão, da qual faz questão de me assombrar todos os dias. Pessoas desistiram de erguer-me os olhos, apenas os astros ainda o tentam e se pudessem sentir o que sinto, a luz deles apagaria de tanto vazio e frieza que pertence a minha alma.
A luz não existe onde estou... As lágrimas são secas, elas caem de dentro da minha alma perdida.
De todas as mágoas que você pode imaginar ter sentido, nenhuma sequer chegou aos pés de minha lúgubre existência.
A morte é meu fardo...
No sangue meu corre apenas o perfumar do teu cheiro. E como a escuridão do anoitecer se sente a minha alma.
Há de chegar o tempo em que viveremos só de amor e nesse tempo não viverei mais do meu corpo físico.
A chuva que insiste em cair lá fora, como que para abençoar nossa existência, me faz companhia nesta noite fria.
Eu te amo, meu amor! Mas do que isso me adianta? Hoje o que faço é esperar um sinal de compaixão dos céus, para que me levem para junto de ti.
Queria poder ter lhe dito o quanto o amava!
Porém, sei que lá onde a dor se esquece... Onde a luz nunca falece... E onde o prazer sempre cresce...
Lá tu saberás que te amei!